Skip links

Storytelling: marketing de conteúdo é sobre contar histórias

Existe uma arte que qualquer ser humano é capaz de dominar. Algo que é feito por todos nós, o tempo todo, desde os primeiros anos de vida. Um ato que exige apenas imaginação e experiências. Contar histórias é o meio de nos comunicarmos uns com os outros, transmitir valores e educar. Assim, em tempos de marketing de conteúdo, onde empresas desejam se conectar com o seu público alvo, por meio da relevância, storytelling se faz fundamental.

Storytelling não é mais nada do que contar histórias, porém relevantes, que levem algo a mais ao espectador, e sejam de fato boas. Esse recurso milenar usado no marketing, faz com que as pessoas criem conexões emocionais e se sintam próximas de uma marca. Além disso, é mais fácil associar aquele conceito quando ele se torna lúdico; quando você conta uma história, as chances são maiores do público entender o seu conceito.

Crianças aprendem com fábulas

Você já deve ter ouvido falar, que na verdade, muitas das fábulas que escutamos quando crianças eram na verdade assustadoras. A questão é que os adultos encontraram uma fórmula para alertar os perigos para os pequenos. Quando os pais falam “não fale com estranhos”, a criança pode desobedecer, mas quando isso é ilustrado ela fica em alerta, afinal não é nada legal encontrar com o lobo mau ou com a bruxa de João e Maria.

Também aprendem lições morais, como em Pinóquio, para os pequenos que tem uma imaginação fértil eles temem que se mentirem o nariz pode crescer, e por isso não o fazem. Na fábula da Princesa e o Sapo, compreendem que não se pode julgar alguém pela aparência.

Isso não funciona apenas com crianças. Se você disser para um adulto que o seu produto é bom, ele não será realmente convencido. Mas se você contar uma história atrativa da concepção do seu produto, como você teve essa ideia e como foi o processo de produção, com certeza ele se irá interessar bem mais.

Se conecte com as pessoas

Falamos das fábulas antigas, mas os desenhos infantis de agora continuam a passar lições e valores. No curso The Art of Storytelling da Pixar (que é gratuito 😉), vários storytellers falam sobre como as animações passam algo a mais do que entretenimento para crianças; na verdade, muitas vezes levam até algo para os adultos.

Para ilustrar isso bem, o diretor Peter Docter da Pixar, revela que Monstros S.A não é sobre monstros que assustam crianças, e sim sobre um homem se tornando pai. O diretor estava passando por esse momento e decidiu transportar a sua experiência para o filme.

Claro, que você não precisa criar uma animação desse nível para contar uma história. Mas compartilhar a sua experiência, mesmo de uma forma simples, é um meio de se conectar com as pessoas. Seja algo engraçado ou emocional, permita que as pessoas se identifiquem com a sua marca.

Faça um vídeo com os colaboradores falando a relação deles com a empresa, mas de forma verdadeira; ou use um diretor para contar uma situação difícil que superou para estar ali.

Você pode até usar pessoas reais para contarem as suas experiências para alguma campanha da marca, assim como a Dove fez. Há um bom tempo a marca se posiciona a favor da diversidade da beleza e na quebra de estereótipos, em busca de melhorar a autoestima das mulheres:

 

Storytelling perfeito

Antes de pensar no Storytelling, é preciso definir a ideia que você quer passar e como isso poderia ser apresentado para o seu público alvo. Inclusive pense no formato que ficaria melhor, seja vídeo, texto, imagem, etc.

A história deve começar apresentando os personagens principais, mostrando as suas características e problemas. Depois, o conflito deve ser inserido, e por fim chega a conclusão para o dilema.

Levando para o exemplo prático, pense em um filme de comédia romântica. No primeiro momento, ele mostra os personagens levando as suas vidas tranquilas e tudo mais, quando esses são surpreendidos por uma viagem de última hora. Assim começa o conflito, onde acontece várias coisas engraçadas e ao entorno disso um desentendimento que precisa ser resolvido. No final do filme temos esse “mal-entendido” solucionado e todos seguem felizes.

Para um storytelling realmente dar certo, ele deve ser autêntico, verdadeiro e despertar a empatia e a conexão com as pessoas.